Eu estava no primário (e só por usar esse termo vocês podem supor que não sou tão novinha assim. Aliás, acho que essa galera que fica mudando o nome das coisas, como primário para ensino fundamental, colegial para ensino médio, e etc, não tem mais o que fazer. Bom, na verdade tem, mas ao invés de votarem leis de maior impacto, ficam fazendo de conta que trabalham dessa forma).
Lembro-me do menino da escola que era o favorito de todas as meninas. Era meu amigo, brincávamos muito juntos. E era também amigo das minhas melhores amigas. Um dia, quando perguntado sobre a menina de quem mais gostava, ele disse meu nome. Fiquei radiante! Certamente ele me achava a garota mais bonita da classe. Mas então ele me disse que não, que eu era a mais inteligente. Fiquei ofendidíssima (tanto que mais de 20 anos depois, ainda me lembro do fato).
Bonita ou inteligente? O que uma mulher quer ser de verdade?
As bonitas dizem que não trocam sua beleza por nada. As inteligentes rebatem com a efemeridade da beleza. Ah, o cérebro, o conhecimento, esses só melhoram com o passar do tempo, as neuronadas falam.
Hoje quem sabe minha reação fosse outra. É muito bom ser considerada uma mulher inteligente. Porém, a verdade é que todas nós gostaríamos de ser bonitas, inteligentes, interessantes. E ficamos competindo entre nós para ver quem é a mais-mais.
Quanta perda de tempo, hein?
domingo, 26 de julho de 2009
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Puxa vida, acho que conheci esse seu amigo...na verdade, acho até que me lembro dessa história...kkk
ResponderExcluirQue saudade de ser criança!