terça-feira, 28 de julho de 2009

Gabriel Buchmann perdido na África


Uma notícia triste. Gabriel Buchmann (na foto, à esquerda, com um malawiano) é um brasileiro que está perdido no Malawi, um dos países mais pobres do mundo.


Sua namorada, Cristina Reis, é minha prima. Venho acompanhando de longe o relacionamento deles e posso dizer que é uma história muito bonita. Jovens, idealistas, querendo entender o mundo para transformá-lo em um lugar melhor. Ela esteve com ele há pouco tempo, viajando e conhecendo a dor do mundo.


Segue um trecho do e-mail que minha prima mandou. É importante deixarmos o assunto vivo, para que o empenho nas buscas prossiga.


"Ao longo do último ano, Gabriel Buchmann viajou por dezenas de países na Ásia, Oriente Médio e África. Sempre com poucos recursos, a base de carona e com a ajuda de pessoas locais. Sua intenção era conhecer o mundo, suas belezas, suas dores, seus erros, a pobreza, a injustiça dos homens contra a natureza e contra seus semelhantes.


Gabriel é um economista brilhante. No vestibular, foi primeiro lugar geral na Puc-Rio. Na faculdade, fez duas graduações: em Economia e Relações Internacionais. Ao longo da faculdade ganhou 2 bolsas para estudar na Europa, na Science-Po francesa e depois na Universidade de Madri. Voltou ao Brasil para completar sua monografia, em reforma agrária. Depois, iniciou o mestrado na própria Puc-Rio, defendendo a dissertação sobre a interação entre educação, fertilidade, e o sistema político do país.


Ao terminar o mestrado, ingressou no centro de políticas sociais da FGV onde trabalhou na avaliação de diversos programas do governo. Essa seria sua preparação para o seu doutorado em economia da pobreza, na Universidade da Califórnia.


Ao terminar o mestrado, ingressou no centro de políticas sociais da FGV onde trabalhou na avaliação de diversos programas do governo. Essa seria sua preparação para o seu doutorado em economia da pobreza, na Universidade da Califórnia.


Para Gabriel, a estrada é conhecer e viver. Esse é um trecho do e-mail que ele escreveu no dia primeiro de junho:


“mas o melhor de tudo é que aqui na África to conseguindo por em pratica a viagem que sempre idealizei...hoje ficarei em hostel pela segunda vez desde que pisei no continente, todos os outros dias dormi e comi na casa de locais, gastando uns 2-3 dolares por dia, o que me permitiu a cada dia distribuir meu daily budget entre as pessoas que me hospedaram, alimentaram, etc...to muito feliz com isso, de conseguir estar vivendo grande aventuras e realizando uma viagem de profunda imersão no continente africano, absolutamente não turística, e de forma totalmente sustentável, transferindo 80% dos meus gastos pra africanos pobres... e aqui com quase nada vc faz uma substancial diferença na vida das pessoas...esse amigo meu congoles, por exemplo, com 12 dólares paguei o aluguel mensal da casa da família dele, esse menino com 40 dólares garanti um ano escolar pra ele numa escola super legal...”


Malawi era o último país que ele iria visitar. Gabriel já está desaparecido há uma semana, mas em 1994 um Malawiano passou 3 semanas sozinho no monte, sendo encontrado numa trilha após ter desmaiado de fome. Houve ainda outros casos de resgate."


Cristina embarcou hoje para o Malawi. Prima, boa sorte, estou torcendo!



Absorventes ecológicos - você encara?


A nova moda é ser ecologicamente correta também no que se refere à menstruação.

Com a justificativa de que um absorvente descartável demora 100 anos para desaparecer, ser degradado, muitas mulheres aderiram ao absorvente de pano. É a velha história do "lavou, tá novo!".

Acho que a preocupação com o meio ambiente deve ser de todas nós. Mas vamos com calma, não é mesmo? Acho que até minha avó ficaria estarrecida com a idéia. Com tantas novidades tecnológicas, será que devemos voltar a nos prender aos paninhos? Pano para menstruação, para a fralda do bebê. E quem vai ter tempo de lavar, ferver, colocar no sol (quarar, olha que termo bizarro) quando levantamos cedo, preparamos o café da família, arrumamos o filho e o levamos à escola, deixamos o marido no trabalho para ficar com o carro, chegamos ao nosso trabalho, fazemos todo o percurso inverso no fim do dia, preparamos o jantar e etc, etc, etc. Bom, você sai às 7 da manhã de casa com um absorvente de pano, e leva mais 4 ou 5 na bolsa para ir trocando durante o dia. Ótimo, e no fim do dia? Você vai guardando tudo dentro de um saquinho dentro da bolsa? Nossas avós usavam essa tecnologia da idade das pedras, mas pelo menos não eram obrigadas a desfilar com isso por aí (no máximo iam até o mercadinho da esquina e voltavam em 30 minutos).

Mas como sei que esses argumentos não convenceriam as ambientalistas mais fervorosas, que tal incentivarmos a produção de absorventes biodegradáveis, mesmo que ligeiramente mais caros?

Melhor deixarmos os absorventes de pano para aquela minoria das mulheres que é alérgica aos convencionais.

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domingo, 26 de julho de 2009

Bonita ou inteligente?

Eu estava no primário (e só por usar esse termo vocês podem supor que não sou tão novinha assim. Aliás, acho que essa galera que fica mudando o nome das coisas, como primário para ensino fundamental, colegial para ensino médio, e etc, não tem mais o que fazer. Bom, na verdade tem, mas ao invés de votarem leis de maior impacto, ficam fazendo de conta que trabalham dessa forma).

Lembro-me do menino da escola que era o favorito de todas as meninas. Era meu amigo, brincávamos muito juntos. E era também amigo das minhas melhores amigas. Um dia, quando perguntado sobre a menina de quem mais gostava, ele disse meu nome. Fiquei radiante! Certamente ele me achava a garota mais bonita da classe. Mas então ele me disse que não, que eu era a mais inteligente. Fiquei ofendidíssima (tanto que mais de 20 anos depois, ainda me lembro do fato).

Bonita ou inteligente? O que uma mulher quer ser de verdade?

As bonitas dizem que não trocam sua beleza por nada. As inteligentes rebatem com a efemeridade da beleza. Ah, o cérebro, o conhecimento, esses só melhoram com o passar do tempo, as neuronadas falam.

Hoje quem sabe minha reação fosse outra. É muito bom ser considerada uma mulher inteligente. Porém, a verdade é que todas nós gostaríamos de ser bonitas, inteligentes, interessantes. E ficamos competindo entre nós para ver quem é a mais-mais.

Quanta perda de tempo, hein?

Ao abrir das cortinas, quem está no palco?

Olá, caras leitoras.

Antes de mais nada, preciso me apresentar.

Meu nome é Nivea Regina. Cresci achando ser a única com esse nome no mundo (afinal, que outros pais juntariam nomes tão improváveis assim?). Até que os sites de busca da internet me mostraram que existem muitas outras Niveas Reginas por aí.

Segundo minha mãe, Nivea era o nome da heroína da história que estava lendo quando eu era só um monte de células dentro de sua barriga. Os últimos dias de Pompéia, era o nome do livro. Lógico que o procurei depois de adulta, para verificar se havia algo da personagem em mim. Pelo menos na edição que encontrei, nem o nome era o mesmo (Ligia???). Então de onde vinha o nome? Seria da fábrica do creme de latinha azul (bom, hoje a galera nem se lembra mais dele, é melhor falar que é a marca do hidratante, ou do protetor solar) que ficava na mesma rua de casa?

Regina é o nome da minha tia. Muito amiga do meu pai, inseparáveis quando adolescentes. Até passar o cabelo dela com ferro quente antes de uma festa era tarefa do meu pai. Então, para agradar pai e mãe, meu nome ficou duplo.

Agora que vocês já foram apresentadas ao início da minha história, fico mais à vontade para partilhar minhas opiniões com vocês. Sejam bem-vindas ao blog. Não sei como você chegou aqui, mas se você ficou, também é uma mulher com neurônios.